Há dias em que a estrada parece querer convencer-nos a ficar em casa. Este domingo de Verão começou tristonho, cinzento, com nuvens densas e carregadas a ameaçar o céu. Duas pancadas de chuva logo pela manhã ainda tentaram adiar os planos e atrasaram a saída, mas a paixão pelo pedal fala mais alto. Por volta do meio-dia, lá fui eu.
Em dias de festa por cá, o pelotão habitualmente reunido desfez-se pelas circunstâncias da vida: uns colegas marienses ficaram-se pela merecida recuperação da noitada, outro viu-se travado por uma avaria mecânica e outro preferiu respeitar o corpo num dia em que a forma física não estava ao melhor nível.
Desta feita, a jornada foi em solo. 🚴🏻♂️
E que belo treino pelas redondezas de Vila do Porto! O cenário tinha de tudo um pouco: algum chuvisco a arrefecer as ideias, vento contra a testar a força nas pernas e uma humidade densa, daquelas que só mesmo estando lá para sentir. Nessas alturas, percebe-se que o equipamento ajuda, a bicicleta acompanha, mas é a vontade o único elemento realmente preponderante para nos manter a rolar na estrada.
No final, o balanço não podia ser melhor. Correu tudo bem e regressei a casa com a alma cheia e a sensação insubstituível de dever cumprido. Não podia estar mais satisfeito! 🚴♂️🌧️💨
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