A última quinta-feira de férias pedia algo especial. Com a manhã a raiar limpa e o tempo do nosso lado, não pensei duas vezes: preparei a bicicleta e fiz-me à estrada.
Saí de Vila Franca do Campo pelas 08:00, com as pernas prontas para o pedal e a cabeça limpa. O objetivo inicial era a subida em direção às Furnas, aquele teste habitual ao ritmo e à respiração. Mas o ciclismo tem esta magia — a liberdade de mudar de planos no calor do momento.
Ao chegar ao cruzamento para o Castelo Branco, olhei para cima, parei um segundo e pensei: “Porque não?”
Subida inicial para o Castelo Branco
O desvio valeu cada metro de esforço. Lá no alto, o prémio foi imediato. Parei uns minutos para recuperar o folgo e absorver o cenário: de um lado o verde denso e vivo da ilha, do outro o azul infinito do mar, tudo envolvido num ar puro e fresco que renova qualquer um. Que vista incrível.
De baterias recarregadas, segui pela via norte descendo em direção à freguesia das Furnas. Já a pensar no caminho de volta, decidi somar mais um belo trecho ao percurso e dei a volta completa ao trilho da Lagoa das Furnas, antes de apontar novamente a bússola para Vila Franca do Campo.
Foi uma volta que correu sobre rodas, do primeiro ao último quilómetro. Quando o corpo responde, o percurso inspira e a viagem corre sem percalços, a sensação de satisfação no final é simplesmente enorme. Não podia ter pedido uma melhor já muito perto de terminar as minhas férias.


Sem comentários:
Enviar um comentário